Inocências - Biquini Cavadão


Eu trago em mim recordações
Que não sei se são troféus ou fardos
Pois estão somente estampados na memória
Mas quem vai saber?
São só velhas coisas ditas e sabidas
Por todos ou ninguém
Lembranças perdidas sem sentido
Mas juntas pra mim parecem música

Nessa estrada já fui pra todo lado
Tive quase tudo e, por ser quase, tive nada
Rodando na ciranda que separa o joio e o trigo
Eu vou dançando
Vou lembrando do primeiro prazer de se estar vivo
Inocências da primária vida
Na ciranda da primeira vida

Eu trago em mim momentos
Que não sei dizer se são fortes ou fracos
Dúvidas que dançam soltas na ciranda
Mesmo que eu insista em ir pra dança
No fim são só velhas coisas
Ditas e vividas
Por todos ou ninguém
Lembranças perdidas sem sentido
Mas juntas pra mim parecem música

Que a razão não diga nada
Os sonhos sempre foram minha fuga
Lembranças perdidas sem sentido
Mas juntas pra mim parecem música

Nessa estrada já fui pra todo lado
Tive quase tudo e ao longo da ciranda
Das inocências sou lembrança
Sou lembrança da primeira vida.




Eu realmente adoooro essa música. Linda lindaa, Biquíni Cavadão comanda!

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"She found her courage in a change of scene..."
 

Eu não entendo porque existe tanta gente à procura do "amor da sua vida". Poxa, se você já tem amigos, família e a si mesmo, não precisa de mais nada. Eu devo saber muito pouco sobre a carência, apesar de já ter sido o mais carente dos seres. Pois é, eu mudei tanto, que nem me lembro mais de como eram os sentimentos daquela vida que deixei pra trás .Nem de longe eu sou a pessoa mais bem resolvida do mundo, mas acredito que as mudanças do passado fizeram de mim alguém bem melhor do que eu era antes. Agora sou mais eu e agradeço àquelas tragédias que já me aconteceram. Tragédias que me fizeram sofrer, mas a longo prazo vão me tornando a pessoa mais feliz do mundo. A mudança doeu e doeu muito, mas sabe, hoje não sinto mais nada. Não sinto sequer uma dorzinha no coração, nada."há males que vem pra bem" foi o que minha mãe me disse. E ela estava certa afinal. Mais uma vez ela estava certa.

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Viver é algo assim, sem legenda, resenha ou manual de instrução. Como seria fácil se houvesse escrito em algum lugar do mundo, gravada em pedra ou tronco de árvore a receita para se viver. E mesmo se houvesse regras para se levar a vida, tenho certeza que ninguém iria obedecer-las. Não, desobedecer é a suprema regra humana que ninguém ousa desrespeitar. Ninguém gosta de seguir padrões, cada um quer criar a sua realidade. O problema é quando a sua 'realidade criada' entra em contradição com a 'realidade real', se é que podemos dizer assim. Mas da sua vida cada um faz o que quer, e a sua mente faz de você o que ela quer. Afinal, a mente nos foi dada, ou nós é que fomos dadas a ela? Quem é que controla quem nesse jogo de viver? Eu e minhas perguntas. Dúvidas e dúvidas que é melhor serem ignoradas. O fato é que estou aqui, e você aí, cada um levando a sua vida conforme a mente dita. Como o jogo não tem regras prontas, você se aventura a inventar o seu próprio manual de instruções da vida, para passar para suas futuras gerações, que com certeza não irão segui-lo. Por que o mundo é assim; Criamos regras e regras para serem desobedecidas. Por que obediência não é coisa de humano, logo, por mais estranho que seja dizer isso, a obediência é desumana, e isso não é sofismo. Obedecer está acima do que podemos fazer. Ou não. É, são essas possibilidades que nos tornam tão confusos! Nossa mente possui um espaço útil tão pequeno e esse mundão é tão grande que nossa ânsia de conhecimento quase nos leva a loucura. Eu espero que isso mude. Eu realmente espero que a evolução mude isso, e quem sabe daqui a alguns séculos poderemos ser pessoas mais bem resolvidas e sábias. Enquanto isso vamos convivendo com a nossa total falta de senso. É triste, é humilhante, mas temos que nos contentar com o socrático clichê do "só sei que nada sei". É revoltante pensar que no final da vida, continuaremos sendo pessoas que nada sabem. E morreremos sem saber de todas as verdades e mistérios da vida e existência. Coisas que nenhum livro de meia tonelada ou físico quântico graduado na melhor universidade do mundo poderá nos explicar. Coisas que talvez não tenham explicação. É, talvez não haja explicação mesmo. Nem gravada em pedra ou tronco de árvore.

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É hora de reorganizar. Já cansei de bagunça e falta de compromisso, a partir de agora sou uma menina séria e, se não for pedir muito, responsável. Pois é, responsável sim! To de mudança. To mudando pra melhor, vou definitivamente me focar,  sem tirar os olhos do meu objetivo. Objetivos... a vida nos oferece tantos que fica difícil focar em um só! Afinal, qual é o meu? Qual é a minha meta? Ah, tanto faz, no caminho a gente decide.  Não importa qual seja o alvo, mas preciso ir em busca do meu. É realmente difícil escolher entre tantas opções...esse mundo é tão flexível e possui tantas possibilidades que vira e mexe me confundo. Vira e mexe eu me encontro viajando nos meus pensamentos até me perder. Aí eu fico assim, oscilando entre o mundo real e o meu imaginário. Eu sei que to precisando de algumas mudanças urgentes, tenho que ser mais concentrada, menos desatenta, minha mãe vive me dizendo isso. Minha mãe e meio mundo! E agora é a hora de mudar, porque é isso que eu quero. Me aprimorar buscar motivos para me orgulhar de mim mesma e descobrir meu lugar. E eu vou fazer o meu melhor para isso, quero ver até onde posso chegar, descobrir meu valor e meus limites, enfim, quero me testar. Sempre tive essa sede de ser útil, as vezes me sinto deslocada por nunca saber o que quero, mas agora eu  já sei. Depois de longas discussões entre eu e eu mesma , acho que chegamos a uma quase conclusão. Essas férias serviram para que eu pudesse parar e pensar. E conclui que estava vivendo uma vida que não era minha, estava querendo ser algo diferente do que realmente sou, do que estou disposta a ser. Eu estava no lugar errado, sedada e de olhos vendados. Eu estava no mundo errado afinal!  Agora me libertei e espero ter equilíbrio pra seguir meu caminho pela corda bamba da vida. Espero que eu tenha aprendido a dizer não quando for necessário, e que eu aja com mais maturidade e ponderação. É que eu me foco tanto nos prazeres do 'aqui e agora' que acabo me esquecendo que o futuro existe e pode ser prejudicado por ações impensadas. Mas as coisas vão mudar. Elas tem que mudar, pois já não há tempo a perder. É de hoje em diante que eu pretendo me tornar alguém melhor. Já perdi tempo demais viajando na minha surrealidade inventada. Vida real, aqui vou eu!

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Acho que to me encaixando. É, não que eu esteja descobrindo quem sou por que já quase me convenço de que isso eu nunca irei descobrir, mas estou aprendendo a ser o que sou. Somente eu, sem intervenções externas. Esse tempo eu resolvi guardar pra mim mesma sabe, to aproveitando as férias para colocar no lugar tudo aquilo que tava espalhado pela minha mente, escondido pelos cantos. Resolvi me afastar nem que seja por um momento desse povo todo lá fora, desse emaranhado de pessoas que me confundem tanto com suas opiniões divergentes as minhas. E por eu ser assim tão indecisa opiniões divergente só me confundem e dificultam meu entendimento. Por isso eu to aqui, comigo, tentando me entender, viver mais para mim mesma, comigo mesma. Aí to me encaixando, estou vendo que consigo me aguentar, não sou tão chata assim a ponto de não conseguir conviver com minhas contradições. Afinal, eu não sou tão carente assim a ponto de ter que estar sempre rodeada de pessoas para conversar, posso muito bem fazer isso sozinha. Eu to fazendo as pazes comigo mesma, refazendo minha auto amizade. Eu não vou me iludir dizendo que estou descobrindo quem eu sou, mas estou aprendendo e me acostumando com esse meu novo jeito de ser. É como se a Paulinha do passado estivesse conhecendo e aprovando a Paula destrambelhada na qual me transformei. E as duas Paulas, juntas, estam chegando a conclusões as quais nenhuma delas conseguiria chegar sozinha. E graças a elas eu estou me encaixando, e entendendo o funcionamento das coisas. E pelo menos durante alguns minutos, eu estou me sentindo menos confusa. To concluindo que, o importante não é você saber quem é, mas saber ser você mesmo, sem exageros. O importante é encontrar um equilíbrio entre o que você é, e o que você quer ser .Querer mudar todo mundo quer, mas existem alguns traços de nossas personalidades que são imutáveis, e quando tentamos mudar esses traços, acabamos nos transformando por completo em algo que vai contra nossos princípios. Não adianta a gente querer mudar para se encaixar em um grupo de pessoas, o que rola é você aprender a ser cada vez mais parecido consigo mesmo e poder assim se encaixar em si mesmo, sem conflitos. Por que pior do que ter conflito com outras pessoas, é ter conflitos internos entre você e você mesmo. É, talvez esse seja o caminho. O caminho da auto definição. O caminho no qual escolhemos ser nós mesmos, e não aquele personagem que sempre quisemos ser. O caminho no qual não nos contradizemos, e não vamos contra nós mesmos. Você pode ser uma negação para os que estam ao seu redor mas nunca seja uma negação pra si mesmo, por favor. Por que a única pessoa que terá que estar com você para sempre, é você mesmo oras!

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Eu não me canso de me surpreender comigo mesma a todo instante, com tudo o que já me aconteceu e com tudo em que me transformei. Tenho medo pois sei que por mais que eu tenha me transformado, ainda existe muita vida pela frente, muitas mudanças para acontecer. Tenho medo e urgência. Medo e pressa. As vezes eu quero pisar bem forte no acelerador, mas sabe, o medo não deixa. Agradeço ao medo todos os dias, por que se não fosse ele, acho que eu estaria por aí, sem freios e limites. 
Mas eu to satisfeita comigo do jeito que  sou, com todos os defeitinhos e imperfeições. Eu gosto do meu olhar de olhos grandes e dissimulados, que escondem uma pretensão preguiçosa e uma vontade sem força. Às vezes eles se mostram audaciosos mais audácia e o que mais lhes faltam. Eu gosto dessa minha cara que tenta enganar, do sorriso que forço. Gosto de ser assim tão tudo ou nada. Tão complicada e cheia, cheia de defeitos. Repleta de arrependimentos felicidades, orgulhos, desgostos e vitorias. Pois é, foi a pouco tempo que descobri que nem tudo é perfeito, e pra falar a verdade, que bom que é assim. Não faz muito tempo que eu descobri que, a vida é muito mais difícil e prazerosa do que imaginava. Se eu pudesse escolher quem eu seria, com certeza escolheria ser essa menina errada que sou. Escolheria todas as imperfeições a serem superadas, todas.
Por um momento eu me esqueci da Paula na qual me transformei, e me lembrei daquela Paulinha que eu era. Mas eu acredito que aquela Paulinha ainda está aqui, dentro dessa Paula que hoje eu sou. A Paulinha cresceu, mudou, em todos os sentidos, mas ainda restam alguns olhares dela, alguns sorrisos que me remetem a tudo aquilo que ela era e já não é mais. Eu mudei, como já era de se esperar. É, até eu, que pensava ser imutável, mudei, por bem ou por mal, mudei. Eu queria poder ter mais detalhes de mim, saber a fundo os porquês da minha história, reviver as sensações, os sentimentos, tudo! Eu não quero simplesmente perder na memoria todos os momentos e detalhes que já vivi. Eu não quero deixar o tempo levar. Eu vou reagir e vou lutar o quanto for possível pra manter comigo todas essas lembranças que o tempo quer roubar, esconder, diluir. 
É inevitável, ele passa. O tempo passa, te leva te arrasta, machuca, não para, não olha pra trás, ele vai. Vai e te puxa, sem deixar escolhas, não há refúgio. Te suga, ligeiro, astuto, é o tempo, que não tem tempo pra gastar com nossas lastimas. E eu aqui, sem fôlego pra acompanhar esses passos largos e rápidos do tempo, que não para nem pra um café. E ele me guia pra uma realidade totalmente desconhecida, rumo a uma nova vida, que me assusta. Esse tempo impiedoso me assusta, me cega e quer roubar de mim tudo o que tenho de melhor. Quer roubar de mim a Paulinha que ria a toa, a Paulinha tímida, boba, vermelha de vergonha, a Paulinha de voz e cabeça baixa. Quer roubar de mim tudo que sou, e me impõe um novo jeito de ser. Eu já não sou tão tímida e despretenciosa como era a Paulinha de olhos curiosos e vivos. Eu sou uma mistura de mim com uma nova realidade. Sou uma mistura do que eu era com o que estou me tornando. O que eu sou é uma pergunta que faço em praticamente todos os meus posts. Uma pergunta que nunca me leva a respostas, mas sim a outras perguntas. Mas eu não desisto de me perguntar, eu preciso me descobrir, me conhecer. A vida é mesmo uma grande indagação né? Tudo bem, as respostas virão quando eu menos esperar. E apesar de correr tanto atrás delas eu tenho medo. Medo e urgência, medo e pressa. É confuso oscilar entre os extremos da repulsão e atração, mas aqui estou eu de novo; entre o tudo e o nada. A cada dia me convenço mais de que aqui é meu lugar. Aqui estou eu pra sempre e novamente em meio a indecisão.

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 ...Relaxa que tá tudo bem


Eu to é feliz. E isso ninguém pode mudar, a não ser eu mesma. A felicidade é minha! Poxa, se ela é minha eu tenho direito de fazer dela o que eu quiser.Posso consumi-la ou fazê-la crescer de acordo com a minha vontade. A minha vontade, e não a dos outros. É, ninguém pode me deixar triste, a não ser que eu abra a porta pra que essa tristeza entre e me possua. Então é isso, eu sou dona dos meus sentimentos. E você também, você é senhor dos seus sentimentos, pode e deve controla-los. Ou então são eles é que vão te controlar, aí já sabe.
Eu e minha felicidade. Tão grande que nem cabe em mim. Aí transborda pelas beiradas e as vezes até invade quem tá por perto. Tá bom assim. Eu quero mesmo transbordar alegria controlada pra sempre. Não, aqui não cabe tristeza nem lamentos. O máximo que posso fazer por você é lhe dar uma porção do meu 'ser feliz'. E eu não cobro nada, juro. É que nesse mundo todo mundo tá tão acostumado a ser cobrado. Mas aqui vai um segredo; eu não pertenço a esse mundo, portanto fique à vontade. Fica tranquilo que tá tudo bem. Tudo está sempre bem, nos é que insistimos em achar que as coisas estão erradas. "O mundo está ao contrário e ninguém reparou". Talvez o que esteja ao contrário sejam as pessoas do mundo, e não o mundo em si. Isso, ou está tudo errado, ou estamos todos errados, é tudo uma questão de ponto de vista mas, quem é que liga pra isso? Ah, quem é que vai ficar sentado discutindo essas coisas quando se tem uma vida pra viver. Gente, nós temos uma vida, vamos viver! Temos um mundo, vamos aproveitar! Discutir teorias não vai fazer de nós pessoas melhores. Ser mais inteligente não nos faz melhor ou mais feliz do que os outros. Até por que a felicidade existe independente das suas habilidades. Ela vem de graça, é livre para todos os sexos, raças, credos.. enfim, ela é algo como o céu; acima de tudo. Não existe 'fugir da felicidade' assim como não existe 'fugir do céu'. 
Eu não sei mesmo por que to escrevendo tudo isso já que a minha intenção não era essa. Eu quero é ocupar minha mente com a ideia de que estou feliz até me acostumar com ela. É, hoje fiz um bocado de coisas pra manter minha mente ocupada e consegui. Consegui me alegrar e já nem me lembro daquilo que tentava fazer secar aqueles lagos de alegria que brotava de mim. Pra falar verdade nem me lembro mais, e não me importa nada daquilo. É que os motivos que me entristecem são tão insignificantes se comparados com os que me fazem feliz. Eu aprendi a ignorá-los me lembrando de que a felicidade está contida em mim independente de qualquer fator. Quando lembro disso não existe motivo algum digno de me entristecer. Aí voltam a fluir os lagos de alegria. E fluem tão bem,  em uma perfeição que me fazem tão bem... Quando a eminencia de tristeza aparece, penso em todos os motivos que tenho para ser feliz. Saio, me divirto, e vejo as coisas lindas que a vida me oferece com o intuito de me agradar. São tantas coisas! São incontáveis os motivos para ser feliz, enquanto os motivos que entristecem são raros e tão escassos... Mas é que nos temos a incrível tendência de colocar uma lupa na frente do que não presta e esquecer do que é bom. É intrigante essa nossa capacidade de focar a mente naquilo que não é bom e ignorar aquilo que realmente importa.
Nesse momento todos os poucos e minúsculos motivos que tenho para ficar triste estão sendo dissolvidos pelos grandes e relevantes motivos que tenho para estar com o maior sorriso do mundo nos lábios. E Nesse exato momento eu me sinto bem demais. Sinto como se estivesse feliz e a verdade é que estou. É, eu to feliz. E vou seguir meus caminhos com sorriso infinito e felicidade sem fim.

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 Um pouco do meu feeling good...



Valorize-se! Ninguém fará isso por você. Ninguém valoriza aquele que não se ama. E não há nada melhor do que se amar e ser correspondida. É tão bom crescer em coisas mínimas por que é disso que é feito a vida; de detalhes mínimos! Afinal, tudo é feito de coisas minúsculas, nosso corpo, os objetos ao nosso redor. Logo, cada detalhe é importantíssimo e possui uma função única no mundo. Somos todos únicos, e de importância irrefutável. Em algum lugar nesse mundo tão grande existe alguém que pensa em você, que se importa com você, e assim fazemos parte de uma cadeia grande de importâncias mútuas. Ninguém é tão ninguém a ponto de não ter importância alguma, seu sofrimento pode ser motivo de risos para alguns, mas é também motivo de lágrimas pra outros e no fim, é isso que importa. O que importa é a importância que você faz na vida das pessoas, e você necessariamente é importante para muita gente. Você que já chorou por amor, ei, olha pros lados, ali, escondido atrás de alguns sorrisos pode haver alguém que também chora de amor por você. Então, vai lá, corre atrás, ou pode ser tarde demais hein?! Procure aquilo que realmente valha a pena, por favor. Vamos! Se formos pensar não é tão difícil assim. Chega, já chega de sofrimento vão, a vida está aí, caramba, será que é tão difícil assim enxergar a felicidade, sendo que ela está em todos os lugares, em todos os detalhes? É, aqui estou eu de novo falando dos detalhes, aqueles que você não consegue perceber por estar muito preocupado com algo tão grande que mal consegue te satisfazer. Às vezes eu penso que, sofremos muito em busca da felicidade e isso acaba nos tornando infelizes. Pronto, a infelicidade, vem do desejo de nunca sermos infelizes, tá difícil de entender? Eu explico; as vezes nos preocupamos tanto em encontrar algo que nos faça plenamente felizes, que nos tornamos frustrados, e infelizes por isso. É que a felicidade é conquistada aos poucos e casualmente. Não existe um 'felizes para sempre' por que nada é para sempre. A busca pela felicidade pode nos cansar e nos tornar infelizes, e isso é no mínimo contraditório. Pois é, o ser humano por si só é contraditório em tudo. Complicar é algo inerente ao homem e não tem como discutir! Mas hoje eu to feliz, por que provei o quanto sou importante pra mim mesma. To feliz, por que, afinal, eu tenho algum valor! Eu tenho algum amor próprio, e com ele eu não preciso de mais nada. O que vem é resultado do que plantamos e agora eu quero é cultivar-me mais e mais. O que vem é resultado do que plantamos e eu prometo plantar direitinho. Prometo não deixar as pitangas caírem mais! E eu sei que muitas dificuldades virão. Claro! Um grande conto de fadas vira um tédio sem a madrasta má ou a bruxa. Mas eu tenho certeza de que as expulsarei, e aí só haverá lugar para o meu 'ser feliz', imperfeito, mas é meu, só meu. Não importa as dificuldades pelas quais eu vou passar pois "Em toda e qualquer situação, eu quero tudo pra cima!". E  eu não me importo com aqueles que dizem que eu não vou conseguir. É que eu não to aqui com o intuito de disputar com ninguém, eu vou fazer o meu melhor, e é isso que importa. Eu vou tentar me superar, e não superar os outros. Por que no final, quem vai ter que conviver com minhas derrotas e vitorias, sou eu, então quem tem que se importar sou eu. Logo, não preciso provar nada a ninguém, só a mim. E a partir de agora, eu serei melhor pra mim.

"we've got to hold on to what we've got
And it doesn't makes a difference
If we make it or not
We've got each other and that's a lot
For love, we'll give it a shot


We're half way there
Livin' on a prayer
Take my hand, we'll make it, I swear
Livin' on a prayer"

livin' on a prayer - Bon Jovi

*PS:. Michelle créditos ao seu post ok  *-*

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Vontade de não sei o quê

Sei que em mim há uma vontade enorme. Vontade de algo que definitivamente não sei o que é! Vontade de me preencher com coisas diferentes, as quais não sei onde encontrar. Quero plenitude, em todos os sentidos, por que eu sinto que falta alguma coisa pra me completar. Talvez o que eu queira não exista, ou se existe está escondido em algum lugar bem óbvio por aí. Tão óbvio que eu nunca sequer me dei o trabalho de procurar lá. Pois é, o que mais precisamos costuma estar ao nosso alcance, nos lugares mais óbvios e fáceis de serem encontrados, mas como não nos satisfazemos com o que é óbvio e fácil, sempre arrumamos um jeito de complicar tudo, pra poder descomplicar depois. O ser humano tem essa tendência, de querer montar e desmontar tudo.Eu mesma já me montei e me desmontei milhares de vezes, só pra  me dar um pouco de prazer em me distrair com minhas próprias patologias, e descobrir casa vez mais detalhes de mim, me reinventar. É assim que eu me perco; olhando pra dentro de mim. Não que eu seja a pessoa mais profunda do mundo, mas é que todo mundo que olha pra dentro de si, acaba se desequilibrando, por serem profundos demais pra si mesmos.
Tem dias que penso coisas sem sentido só pra me preencher um pouco, aí percebo que até a coisa mais absurda do mundo faz um pouco de sentido se for desvendada com o cuidado estabanado de quem só quer arrumar um pretexto pra se divertir. E no fundo isso acaba se tornando divertido! É divertido concluir que, se tudo faz algum sentido, ora, talvez eu também faça!
Eu to com vontade de comer alguma coisa que não sei o que. As vezes eu me pego fuçando nos armários e na geladeira, mas não, não encontro e peça chave da minha plenitude lá. Nada que mate essa minha fome  pode ser encontrado em alguma prateleira de super mercado. Pode ser que o que eu tanto procuro não exista,  talvez nada me sacie essa fome pra sempre. Fome de todos os sentidos. To com fome de um não sei o quê na minha vida, no fundo eu to com fome de viver, mas to com uma preguiça tão grande de tentar...É, eu preciso urgentemente conversar comigo mesma pra tentar me decifrar, mas eu não posso me entender por que eu me critico baseado nos meus princípios, e eles são falhos e mentem pra mim. Apesar de eu nem saber mais o que é mentira e o que é verdade. Aposto que nem você sabe!
  Eu ainda vou ter que errar muuuito pra aprender, e estou pronta. Estou pronta para os muitos momentos difíceis que a vida ainda me reserva, por que sei que ela também me reserva coisas boas. Tá, talvez eu esteja mentindo se disser que estou pronta para me arrepender por que o arrependimento é algo terrível, e eu não pretendo me acostumar com ele .Mas se Deus e a minha pouca razão estiverem comigo me mostrando o caminho e freando quando eu estiver na eminencia de trombar com uma árvore ou comigo mesma no caminho, creio que as coisas fluirão bem. Mas quantas vezes eu ainda vou ter que errar pra melhorar? Eu me sinto impotente de saber que o erro será um personagem constante na minha historia! Sei lá, as coisas que eu falo talvez não façam sentido algum pra você, mas eu as falo pra mim entender e mesmo que eu não entenda algo em mim entende. Algo em mim se identifica com essa falta de nexo, por que essa falta de nexo faz parte de mim. E por mais que eu escreva ou fale, essas coisas não saem de mim. O que sai de mim são apenas réplicas malfeitas do que realmente me enche. Esse vazio que me enche se replica em palavras vazias sem sentido algum. Mas se eu me sinto aliviada eu continuo escrevendo. No momento eu to aceitando qualquer coisa que me alivie, que faça com que esse vazio saia e deixe espaço pra que algo entre, algo que me complete, apesar de eu nem saber o que é ser uma pessoa completa por que eu nunca fui uma. Em uma dessas vezes em que eu me desmontei e me montei, percebi que faltava uma peça,  que me tornava uma pessoa incompleta. E eu tenho uma vontade enorme de encontrar essa peça que falta em mim. Essa peça que eu não sei o que é, e que me priva da plenitude.Na verdade eu continuo sem saber o que quero, mas sei que estou com uma vontade enorme de um não sei o quê, que me complete.Será que esse não sei o quê me fará mais feliz?

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Viver um dia de cada vez...





Mais um dia e eu não sei pra onde fugir, não tenho onde me esconder e não posso parar, por que o tempo não pára e vai me levando dia após dia, ano após ano. É tudo dinâmico demais pra mim, que só quero me largar na cama pelos próximos dias.
A vida é um convite a fazer valer a pena, mas no momento eu to sem saco pra toda essa besteira de me superar, quero mais é me submergir na minha inutilidade e em tudo que eu me transformei, tudo que eu escolhi ser. Quero me afundar nas minhas derrotas por que é mais fácil assim.
Aproximadamente um terço da minha vida eu passei dormindo e o outro pensando em coisas nada produtivas,  hoje eu vejo o peso do resultado de tudo que eu não fiz cair sobre mim de uma vez só. O peso é tão grande e a minha força de vontade é tão pequena que eu me deixo ser esmagada, é mais cômodo assim. To em busca de sossego e marasmo. Quem me conhece sabe. Minhas tentativas de mudanças foram todos interrompidas por alguns vendavais de irresponsabilidade que me tornaram alheia a tudo. Vendavais que me arrastaram para onde estou hoje. Me trouxeram pra fora de mim, pra esse lugar frio e desconhecido. Aqui eu me encontro, prostrada, sem vontade, sem ação, e com uma preguiça tamanha. "Vira pro lado e volte a dormir" é só o que eu ouço do meu subconsciente. Nenhum incentivo, nem palavra de consolo. Existem pessoas que não nasceram para dar certo, e hoje eu quase concluo que, talvez eu faça parte desse grupo de pessoas. É, talvez eu tenha nascido pra dar errado mesmo.
"Viver um dia de cada vez"... Essa frase me veio a cabeça ontem a noite enquanto conversava com Deus. Eu acho que foi uma resposta dele, para alguma pergunta minha.
Conclui que o  meu erro foi querer abraçar o mundo de uma forma agressiva demais, eu quis viver todos os meus dias em um espaço de tempo muito curto. É, me rebelei, desequilibrei e cai feio. Eu quis viver, mas esse viver foi grande demais pra mim, foi maior do que eu, que sou só uma menina inexperiente e com pouca noção.De tanto querer passar a imagem de menina forte, eu me esqueci de quem eu realmente sou. Me esqueci que sou  só uma garotinha que ainda não perdeu os ares de criança. Eu quis mudar vivendo todos os meus dias de uma só vez. Eu quis  renovar me fantasiando de menina independente e me esqueci que era indefesa demais pra encarar a versatilidades tão maldosas da vida. Agora estou machucada, e não sei quando poderei levantar. Viver é difícil! O simples fato de se estar vivo não é tão simples quanto pensamos, afinal, o dia seguinte nada mais é do que a tentativa de aprimoração do dia anterior. O nascer do dia seguinte é alguém te dizendo que você ainda não está pronto para descansar em paz, que é hora de acordar e viver.
Por isso toda manhã eu ouço minha mente, desesperada, gritando para que eu reaja, vista minhas calças e vá viver. Mas esse grito tem se calado. É que minha mente desistiu de mim, ela também se convence a cada dia de que eu não nasci para dar certo. Se deixou levar pela minha falta de vontade, pelo meu contentamento descontente.
Mas eu estou viva e é isso que importa, isso basta pra mim. A cada novo amanhecer a vida me dá uma nova chance de aprimoramento e mudança. É, a vida não desiste de mim, por mais tédio que a minha existência cause nela. Deus acredita que eu sou capaz de dar a volta por cima, ele me fez forte o bastante pra isso. Ele jamais colocaria diante de mim obstáculos que eu não poderia vencer. Sou forte o bastante e a minha vida é a prova disso. E se eu estou viva é para tentar, e estou certa de que tenho até minha morte pra conseguir. Vou vestir minhas calças e ir viver.

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