Natiruts&Manitu - Perfeitooo
Natiruts - O carcará e a rosa
Natiruts&Manitu - Perfeitooo

Estou me sentindo tão sozinha!!
E o pior é saber que a única culpada por essa minha solidão SOU EU!
Quando eu olhei pra fora eu já não era a mesma. Eu vi uma estranha, morrendo de saudade, eu vi uma menina precisando de ajuda pra se equilibrar no salto e na corda bamba que é a vida.
Quando olhei para os lados vi que ela estava sozinha e estava frio lá fora. Ela não queria entrar, parece que queria sofrer, que sabia o caminho de casa, mas que se perdia por vontade própria. Eu vi que ela orava e clamava a Deus por respostas. Vi que Deus a respondia, mas ela tampava os ouvidos, preferia fingir-se de surda. Ela não tinha força nenhuma, ela tinha nas costas um fardo enorme e fútil, ela vivia em uma prisão. Por que por mais que corresse, algo a puxava pra trás, por mais que soubesse o caminho certo, ela queria tentar os errados e se perdia em mil labirintos. Mas sempre voltava. E graças à Deus que voltava. Ela olhava pra mim com nostalgia. Eu olhava pra ela com entusiasmo e perspectiva. Eu esperava dela, e ela de mim. Ela queria ficar, mas sabia que o vento a levaria, assim como levou tudo que ela tinha Ela tentava, mas não conseguia. A fé estava em falta.
E ela seguiu caminhando sem rumo pelo asfalto, procurando seu caminho com a certeza de que iria voltar
A estranha menina que passava por aquela rua era eu, como todos os meus dilemas e imperfeições.
Só aquele vazio enorme de sempre toma conta do quarto. Só se ouve o barulho das teclas e o ronco do computador, quase mudo. Tudo está mudo. O silêncio pulsa tão forte que chega a dar dor de cabeça. E a impotência. Saber que já é hora de dormir, que o amanhã nada me reserva e que o sono vem, mas a vontade não cessa. Nem uma musica, nem um som sequer, nem uma voz, nada que me faça sentir humana. Nada que me faça sentir viva, apenas o barulho das teclas e e evasão do vazio que chega a transbordar.
É um turbilhão de coisas pra dizer! Mas parece que as palavras fogem, parece que elas não querem sair, querem entupir a minha alma pra sempre e me fazer mal, me deixar sem fôlego!
Sem dramas!! Eu prometi pra mim que iria fingir que está tudo bem, mesmo sabendo que não, não está nada bem! Eu prometi que teria fé e veria algo de bom vindo lá no fim do túnel, mas mesmo quando coloco os óculos parece que não há nada além do vazio.
Mas está tudo bem. Juro!
Eu segurei o choro durante todo o dia, e sorri.Por que ninguém seria capaz de entender, e os soluços não me deixariam falar.
Eu peco pela falta, e para não desapontar os outros, desaponto a mim. Peco na vontade de ser bem quista, e as vezes afasto as pessoas. O meu jeito dispersa, quando o que eu quero é atrair, e eu peco pela minha falta de jeito, minha eterna falta de ação.Eu sou fria, sou de pedra, me faço de impenetrável e choro no banheiro. Sozinha, pra que ninguém veja a minha dor. Para que pensem que eu sou de ferro e que não tenho sentimentos.
Mas quando o caminho até o banheiro é longo, eu choro pelos cantos, escondo, disfarço, mas no fundo todos percebem que eu peco pela falta. Falta de expressão, falta de longos abraços, e até a falta da falta. É aí que eu me complico! Peco pela falta de sentido e de uniformidade.
Eu é que não vou ficar por aí alimentando sentimentos promíscuos. Não, por que eu sei que uma hora eles crescem e passam a se alimentar de nossas carnes, e aí, bom, não preciso nem dizer o quão fraca é a carne né!
"Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito..."
Oi, eu sou uma bomba, e estou prestes a explodir!
A gente tem uma capacidade nata de errar e persistir no erro. Eu acho que a esperança que nós temos é tão grande, que persistimos no erro para ver se ele se torna um acerto. Mas não, um erro será sempre um erro, trará sempre sofrimento. A gente não pára de se apaixonar, mesmo sabendo que no fim, essa paixão vai gerar tristeza e arrependimento. A gente não pára de negligenciar nossas obrigações, mesmo sabendo que no fim, isso vai gerar prejuízo. A gente não pára. Mesmo sabendo que uma hora ou outra vamos perder a direção e o controle. O nosso problema é que a gente confia demais em nós mesmos. Aí vem o erro, que nos faz perceber que não somos perfeitos, nos expulsam do trono que criamos para nós.
Eu não sei porquê toda essa vontade, essa ânsia de ser diferente. Essa de não querer se misturar, de não querer fazer parte de uma massa, qual é? No fundo, nós somos sim, partes de uma mesma coisa, somos arroz do mesmo saco, somos todos.
Somos todos errados, não existe alguém bom o bastante para rebaixar e julgar os outros. Não existe. Somos todos a mesmíssima coisa, somos ruins, somos bons, somos metade sim e metade não. Não importa o quanto eu leio, o quanto eu estudo, nem o quanto eu gasto o meu tempo e dinheiro com festas, eu não me torno melhor por causa das escolhas que faço, nem por causa das dificuldades que enfrento. Não, eu continuo preferindo acreditar que somos todos iguais. É simples, todos estamos sujeitos aos mesmo erros, aos mesmo pecados, as mesmas falhas.Poxa, nós somos tão frágeis, tão vulneráveis que nem dá pra acreditar. Nem dá pra acreditar que uma personalidade construída ao longo de anos pode ir por agua a baixo por causa de um obstáculo qualquer. Assim como qualquer coisa que o homem gasta a vida construindo, qualquer que seja o monumento feito de pedra, de gesso ou de metal, é frágil demais, tão fácil de ser consumido, destruído. Afinal, o que somos? Quem somos nós para julgar, ou para bater no peito e dizer que somos alguma coisa?
O mundo nos faz crer que somos importantes e realmente somos. Mas isso não quer dizer que somos indestrutíveis ou perfeitos. Somos fracos, imperfeitos até demais.
Eu estava mesmo precisando de uma festinha pra poder dançar e falar besteira com desconhecidos! Estava meio tensa com esse início de ano e todas aquelas coisas sobre vestibular. Relaxei e estou pronta pra mais um ano árduo e cheio de matematicas fisicas e quimicas!
É assim que fica uma viciada sem seu vício. Cheia de neuras e preocupações que vêm do nada! VOLTA RAG!
Eu pensei que, se eu ficasse muito tempo sem escrever aqui, voltaria cheia de textos e novidades e idéias. Mas não, surpreendentemente não estou tendo tempo pra me doar a minha mente, nem pra pensar. Em parte, a culpa da minha falta de tempo é dos estudos. Quem disse que estudar é coisa de gente inteligente? Isso não passa de uma obrigação chata, passar horas aprendendo verdades concluídas por outras pessoas. Sentar a bunda na cadeira e só sair de lá quando a mente estiver recheada de coisas que nem sempre te interessam, decorar uma formula pobre pra passar no vestibular, por que convencionou-se pensar que, quem não é formado não é nada na vida. E no fundo isso já foi tão dito que virou verdade então, eu tenho mesmo que entrar no ritmo do mundo e lutar para alcançar um lugar que tenha uma vista bonita da vida. Falando assim até parece que me tornei a mais estudante do mundo de uma hora pra outra né? Isso não é verdade, tenho estudado só o que julgo ser suficiente, mas a neura das pessoas à minha volta têm me deixado tensa e tem bloqueado qualquer vontade de escrever ou de ser livre. Só espero que isso acabe o mais rápido possível por que essa tensão está me matando..
Por mais que eu queira me esconder da realidade, uma hora ou outra ela chega. E por mais que eu tente não acreditar, na esperança de poder impedir que as coisas mudem, elas mudam. As pessoas vão passando por você, e você passa por elas. De alguma forma um pouco de você se vai, e se substitui por um pouco daquela pessoa que passou por você, mesmo que rapidamente. E esse pouquinho que fica é o suficiente pra te trazer lembranças e até mesmo te deixar triste, pois você sabe que a lembrança daquilo que foi e não volta, não é o mesmo que reviver tudo aquilo. Um ano passa num piscar de olhos, e as pessoas vão passando por você sem você percebe-las e sem curti-las. "Tudo muda o tempo todo", nada é para sempre, por mais que você tente se enganar dizendo que será para sempre. Você percebe que está se tornando apenas uma lembrança, e percebe que, pessoas que um dia foram tudo o que você queria ter para sempre, vão se dissolver no tempo até desaparecerem. E no final, tudo vai ser apenas lembranças, e só de pensar nisso me dá uma tristeza enorme.
Mas cada um segue o seu caminho, todos crescem evoluem, e no final, se mandam pra um lugar chamado distante.
Eu não queria que fosse assim, mas já me contentei em saber que não sou eu quem faz as regras.
V for Vendetta
Síndrome de Peter Pan