Eu não sei porquê toda essa vontade, essa ânsia de ser diferente. Essa de não querer se misturar, de não querer fazer parte de uma massa, qual é? No fundo, nós somos sim, partes de uma mesma coisa, somos arroz do mesmo saco, somos todos.
Somos todos errados, não existe alguém bom o bastante para rebaixar e julgar os outros. Não existe. Somos todos a mesmíssima coisa, somos ruins, somos bons, somos metade sim e metade não. Não importa o quanto eu leio, o quanto eu estudo, nem o quanto eu gasto o meu tempo e dinheiro com festas, eu não me torno melhor por causa das escolhas que faço, nem por causa das dificuldades que enfrento. Não, eu continuo preferindo acreditar que somos todos iguais. É simples, todos estamos sujeitos aos mesmo erros, aos mesmo pecados, as mesmas falhas.Poxa, nós somos tão frágeis, tão vulneráveis que nem dá pra acreditar. Nem dá pra acreditar que uma personalidade construída ao longo de anos pode ir por agua a baixo por causa de um obstáculo qualquer. Assim como qualquer coisa que o homem gasta a vida construindo, qualquer que seja o monumento feito de pedra, de gesso ou de metal, é frágil demais, tão fácil de ser consumido, destruído. Afinal, o que somos? Quem somos nós para julgar, ou para bater no peito e dizer que somos alguma coisa?
O mundo nos faz crer que somos importantes e realmente somos. Mas isso não quer dizer que somos indestrutíveis ou perfeitos. Somos fracos, imperfeitos até demais.
Postado por
Paula.
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