To muito bem, obrigada.

Eu já tentei ir contra, correr atrás, relutar, insistir. Agora entreguei o jogo, admito que desisti. Nem todo mundo tem a humildade que eu procurava, as pessoas não querem ouvir, estão aí é pra falar. Só querem saber de si, egocêntricos, individualistas, egoístas, o mundo é assim. Por muito tempo não quis enxergar, tentei até ignorar. Porém tudo vem a tona e isso finalmente aconteceu. Reparei no mundo em que vivo e nas pessoas que me cercam. Não quero ser como elas, mas cansei de contraria-las. Por isso sou passiva, finjo aceitar, finjo ouvir, finjo concordar. Reprimo meus sentimentos, passo a minha vez para os outros, se eles dependem tanto disso, tudo bem, pode ficar. Procuro dar razão para aqueles que não a tem, pois se lutam tanto por ela é porque precisam mais do que eu. Agora vai ser assim, não dá pra tornar complexo o que certamente não é. Eu não preciso disso. Não preciso provar que venci, eu simplesmente venci, e camuflo a alegria no olhar, que é pra não incomodar ninguém.Eu não vou pedir atenção, se não posso tê-la espontâneamente, deixo  para os que realmente precisam, carentes desesperados, embriagados de nada. Deixo tudo para os outros e por vezes esqueço de mim. Me satisfaço sem isso, não disputo por migalhas não. Pego minha felicidade e a guardo no bolso, não por medo de a roubarem, mas pra não chatear ninguém.Me envolvo em mim mesma, e vou ser feliz pra lá. Agora serei imparcial, vou transmitir menos de mim, tenho um gênio difícil, ninguém é pago pra aguentar.Vou me guardar numa caixinha, e sair por aí vazia, quero me economizar, para aqueles que me querem plena . Vou me diluir na agua e me colocar na mesa, uma dose fraca de mim, para os que não me querem intensa. E o meu maior objetivo nisso tudo é viver. Sem perder um lance que seja dessa vida linda e curta que tenho. Coisas inúteis ficam para trás, o mundo é fantástico demais, pra perde-lo por pouca coisa. Nada vai me chatear, enquanto houver essa lua linda prateada na minha janela. Nada pode me frustrar enquanto houver aquele restinho de felicidade esquecida no fundo bolso.

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