Hoje eu parei pra refletir; Caramba, como seria a minha vida, se ela tivesse tomado rumos diferentes? Será que meu cabelo ainda estaria curto, será que minhas unhas continuariam irremediavelmente pequenas? Quem eu seria? E se meus pais, antes de me conceberem, tivessem virado uma esquina diferente, deixado de atravessar tal rua, e não tivessem se conhecido? Quem eu seria? Afinal, eu seria ou não? Pois é, tem sempre um ‘se’ que move tudo. Ora, quem será que me coordenou até aqui? Se eu não havia nem nascido quando fui planejada, então quem é que me planejou? Eu não admito ser chamada de fruto do acaso, não sou fruto de nenhum conjunto de probabilidades matemáticas. Eu tenho pai. Afinal eu sou filha daquele que planeja antes mesmo de sabermos os ‘ses’ que vão guiar nossas vidas. Eu sou filha do Deus vivo que desceu dos céus para ser morto, única e exclusivamente pra que nós tivéssemos vida em abundância. Eu sou filha daquele pai que se sacrificou por uma humanidade que o rejeita. Às vezes eu fico muito triste ao pensar que tem muita gente aí que não conhece aquele que é a verdade absoluta. E de pensar que as minhas palavras serão vãs, eu quase desisto de falar. Quase. É que pra mim Ele é algo incontestável, sabe? É forte dizer isso né? Ah, dane-se, mais forte é a nossa fé, que justifica tal incontestabilidade. A minha vida que justifica a existência Dele. Voltando ao pensamento dos ‘ses’, eu me imaginei por um instante não crendo em Deus. Me imaginei por um instante e na hora soube que isso seria totalmente impossível.  Não dá pra viver sem Deus, não dá mesmo, isso não se discute. E se eu não tivesse tido a oportunidade de conhecê-lo? Quem eu seria hoje? Minhas palavras sairiam vazias, minhas noites seriam insaciáveis, minhas manhãs teriam uma esperancinha forçada, e minha felicidade efusiva e barata. Não dá, simplesmente não existe viver sem Deus, uma vez que se experimenta da sua plenitude. Basta ter bom senso. Eu me sinto privilegiada, minha vida com certeza é um milagre. Eu, que sempre fui cética, sempre duvidei de tudo (e até hoje o faço), nunca imaginei que poderia me tornar crente, mas aqui estou eu, feito louca adorando um Deus invisível. Eu sei que posso estar sendo chata falando de Deus o tempo todo, mas a boca fala do que a alma está cheia. E eu quero transbordar. Eu posso estar parecendo louca e realmente sou afinal “a mensagem da bíblia é absurda”, é o que dizem por aí. Pra mim ela é o absurdo mais lindo que existe. Entre o absurdo que corrompe e o que salva, eu fico com o segundo. Mesmo assim, eu continuo sem entender por que Deus me escolheu em meio a tantos seres humanos, em meio a tantos espermatozóides ele me escolheu, mesmo eu sendo essa desorganizada e pecadora, ele me escolheu! O que posso fazer é me orgulhar e agradecer, por ter a felicidade intermitente de saber que o pai que me escolheu é também o amor verdadeiro, incontestável.

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