Só aquele vazio enorme de sempre toma conta do quarto. Só se ouve o barulho das teclas e o ronco do computador, quase mudo. Tudo está mudo. O silêncio pulsa tão forte que chega a dar dor de cabeça. E a impotência. Saber que já é hora de dormir, que o amanhã nada me reserva e que o sono vem, mas a vontade não cessa. Nem uma musica, nem um som sequer, nem uma voz, nada que me faça sentir humana. Nada que me faça sentir viva, apenas o barulho das teclas e e evasão do vazio que chega a transbordar.

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