Aqui estou eu depois de semanas sem postar, para vomitar um pouco mais da minha realidade. Fiquei um tempo sem escrever e sem organizar minhas ideias e agora sinto uma vontade imensa de desabafar algo que nem eu sei o que é. Só sei que quero escrever e vou fazê-lo desnorteadamente. No momento em que escrevo me sinto escrava da minha mente, psicografando coisas que nem mesmo eu sabia que existiam em mim. Mas tudo bem, em alguns momentos é importante dar uma certa liberdade a nós mesmos. Vivemos reprimindo nossas vontades, nossos sentimentos, nós na gargantas, palavras que não saem da boca por medo. Temos que filtrar muito bem as nossas ações se quisermos viver em sociedade. Temos que negar nossa impaciência, engolir o choro, prender a respiração para entrar no vestido apertado. Vivemos parte de nossas vidas, negando a nós mesmos. Temos um padrão a seguir, e não podemos decepcionar. Eu estou tentando me encaixar nesse mundo, procurando o meu lugar. Tô meio confusa, feito um turista em país estranho, mas espero me encontrar, ou encontrar alguém que saiba onde estou e possa me explicar o que está acontecendo.Mas ninguém pára pra ajudar, ninguém te espera, a lei do individualismo é bem clara quando diz que é cada um por si, e quem sou eu pra ir contra as leis! Enquanto eu junto meus cacos e tento me reconstruir, pessoas passam, marchando, olhos sem brilho, cabeças vazias. Tá todo mundo ocupado com seu próprio mundo, e pouco se lixando pra tristeza alheia. E isso me faz sentir fraca e indefesa, é como se eu vivesse em um mundo estranho. Eu não estou acostumada com tanta indiferença. Eu quero um ambiente de paz e liberdade, quero poder voar, quero poder falar, quero poder sentir e demonstrar o que sinto. Quero morrer de rir, quero falar alto, quero viver. Eu quero um mundo novo.Um mundo no qual as pessoas não precisem de usar disfarces, mascaras ou qualquer coisa que esconda suas verdadeiras faces, onde haja compreensão, respeito e aceitação mutua. Um mundo onde não haja tanta miséria desigualdade e preconceito. Eu tenho tentado me encaixar, mas a cada dia me convenço mais e mais de que não pertenço a esse mundo, não sou como essas pessoas. E espero nunca ser como elas. Quero ser eu, com todas as dificuldades e obstáculos que isso implique. As pessoas me assustam com tamanha indiferença. E se isso é ser humano, eu prefiro ser bicho.
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